Quatro Estações…

Qual estação do ano você prefere?
O calor do verão, o suave perfume e as temperaturas amenas da primavera, ou ainda o vento fresco outonal precursor dos dias frios invernosos?

Alguns se adaptam aqui ou acolá, nessa ou naquela temperatura, estação, clima…
Mas nenhum de nós poderia dizer que uma delas é a mais importante.
Cada uma tem sua finalidade.

Assim podemos dizer de nossa existência aqui na Terra.
A cada época da vida, a cada estação do ano, objetivos, experiências e desafios novos.

Nascemos qual a primavera, cheia de promessas e de um vir a ser, no construir planos para um futuro próximo.

É na nossa primavera, nos primeiros anos de nossa existência que nos preparamos para uma nova vida que se inicia.

Nessa época, quando as lembranças e valores do ontem ainda dormitam, é que a terra do coração deve ser adubada, e cultivados novos valores nos jardins de nossa intimidade.

A infância, primavera de nossa vida, é época propícia para a educação e formação de novos caracteres em nosso mundo íntimo, quando nos estruturamos, alma imortal, para os desafios de nova existência.

Como na natureza, após a primavera, em nossa vida chega o verão, oportunidade de produzir, crescer e frutificar.
A juventude nos chega com a empolgação, energia e arroubo, suas parceiras diletas.

Porém, como na natureza, os frutos do verão serão condizentes com os cuidados realizados na primavera. Pomar cuidado na primavera, frutos saudáveis no verão.

No verão de nossas vidas é a época do aprendizado, quando os valores que trazemos na alma, desde o ontem, se somam aos adquiridos em mais essa existência para enfrentar desafios e embates.

No verão, os momentos decisórios de nossa existência, quando as opções do caminhar são tomadas, e as estradas a trilhar são escolhidas.

Logo mais, quando menos se espera, à empolgação dos dias intensos se sucedem os prenúncios do outono.
As experiências vividas na estação anterior ganham a oportunidade da reflexão.
No outono de nossa vida, a maturidade nos chega trazendo o aprendizado.

Nos dias outonais da existência o aprendizado e a vivência do verão ganham o tempero da experiência, que oportuniza novas opções, que novos olhares nos ensejam reflexões mais profundas.

Logo mais, o ocaso do inverno nos arrebata a existência, através da velhice, quando a alma reencarnada tem o ensejo de olhar todo o seu caminhar, refletir e analisar toda uma vida.

O inverno, ao contrário do que se pensa, é estação de conquistas.
Já não mais as conquistas externas, pois que o corpo alquebrado e a energia da juventude distante pedem outros caminhos.

É na velhice que as mais profundas análises do próprio eu se oportunizam, quando olhamos nós mesmos em perspectiva, ao longo de mais uma existência vivida.

E para que essa reflexão, ao final de uma existência?

Aí, olhamos para a natureza para aprender, que a reflexão profunda e silenciosa do inverno, é só mais um preparo para a outra primavera que se aproxima.

(Autor Desc.)

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