Quem gosta …

“Quem gosta de você vai te tratar bem.
Quem gosta de você se importa, quer o melhor, te procura, te liga, te dá satisfação.
Quem gosta quer estar junto.
Quem gosta demonstra.
Quem gosta faz planos.
Quem gosta apresenta para a família e amigos.
Quem gosta manda uma mensagem bobinha só pra dizer que ama.
Quem gosta carrega uma foto sua dentro da carteira pra ver quando dá saudade.
Quem gosta abraça na hora de dormir.
Quem gosta dá um beijo de boa noite e de bom dia.
Quem gosta aguenta suas reclamações, sua cólica infernal, suas manhas e manias.”

Clarissa Corrêa

A Última Música – Nicholas Sparks

A Última Música – Nicholas Sparks é o livro que acabei de ler…
Um reflexão profunda de valores e sentimentos, creio que muitos sabem a dor de uma perda, mas quando
nos deparamos com a realidade do sentimento que isso realmente importa e como somos impotentes perante este sentimento, começar a valorizar coisas que de extrema importância como a de dizer TE AMO a quem infelizmente não podemos mais dizer…
mas é claro que existe milhões de formas de se falar, mas posso dizer que ficar somente em pensamentos e deixar de expressar esse sentimento tão lindo é a maior idiotice que podemos fazer, por isso quero deixar aqui escrito TE AMO!
E espero que você nunca deixa para depois as coisa mais importantes da sua vida que são as pessoas que amamos não saberem disso.

By Si Schurhaus 

São Saudades

São saudades de um mundo contente feito céu estrelado.
Feito flor abraçada por borboleta.
Feito café da tarde com bolinho de chuva.
Onde a gente se sente tranquilo como se descansasse num cafuné.
Onde, em vez de nos orgulharmos por carregar tanto peso,
a gente se orgulha por ser capaz de viver com mais leveza.

Ana Jácomo

Sentimento do mundo

Tenho apenas duas mãos
e o sentimento do mundo,
mas estou cheio escravos,
minhas lembranças escorrem
e o corpo transige
na confluência do amor.

Quando me levantar, o céu
estará morto e saqueado,
eu mesmo estarei morto,
morto meu desejo, morto
o pântano sem acordes.

Os camaradas não disseram
que havia uma guerra
e era necessário
trazer fogo e alimento.
Sinto-me disperso,
anterior a fronteiras,
humildemente vos peço
que me perdoeis.

Quando os corpos passarem,
eu ficarei sozinho
desfiando a recordação
do sineiro, da viúva e do microcopista
que habitavam a barraca
e não foram encontrados
ao amanhecer

esse amanhecer
mais noite que a noite.

Carlos Drummond de Andrade

Borboletas – Feliz Aniversário Amor

Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com a outra pessoa,
você precisa em primeiro lugar, não precisar dela.
Percebe também que aquela pessoa que você ama
(ou acha que ama) e que não quer nada com você,
definitivamente, não é o homem ou a mulher de sua vida.

Você aprende a gostar de você, a cuidar de você,
e principalmente a gostar de quem gosta de você.

O segredo é não cuidar das borboletas e
sim cuidar do jardim para que elas venham até você.

No final das contas, você vai achar
não quem você estava procurando,
mas quem estava procurando por você!

Mario Quintana

FELIZ ANIVERSÁRIO AMOR – ADHIL RANGEL
Obrigada por fazer parte do meu jardim. 

 

 

Palavras não ditas…

Quantas vezes você teve vontade de falar EU TE AMO!?
Passamos a maior parte de nossa vida sem falar o que realmente desejávamos falar,
as vezes um simples “bom dia” e passou.
Está na hora de ser mais atento, olhar fora do quadrado, deixar os “se”,
se eu tivesse dito,se eu tivesse falado, se eu tivesse feito…
Vamos agir, vamos prosperar, agregar coisas boas, ir adiante, enfrentar no novo dia
com novas perspectivas, colocar energia boa ao nosso redor.
É necessário andar pra frente, ter leveza com o passado, passamos por dificuldades diárias
umas maiores que as outras, mas vamos enfrentar, somos capazes.
Boa parte das pessoas hoje estão focadas em ter e não no ser, vamos ser mais amigos,mais humanos,
mais carinhos, mais coração, vamos cuidar da alma.
Vamos colocar para fora todas as palavras não ditas.

By Si Schurhaus

 

 

O Testamento de um Morto de Saudade

Como assim seu doutô?
Não posso ter morrido de amô,
Devido minha idade,
Só posso ter morrido é de saudade.

A saudade é que doía,
Ainda mais em noite fria,
Foi difícil agüenta,
Não consegui mais espera.
Ta vendo seu doutô,
A saudade é que mata,
E o amô é confortadô
Mas se fica longe, cria bolô.

By Adhil Rangel
Viagens e Vertigens
www.adhilrangel.blogspot.com

O tempo ensina, mas não cura.

“Você pode ir embora e nunca mais ser a mesma.
Você pode voltar e nada ser como antes.
Você pode até ficar, pra que nada mude, mas aí é você que não vai se conformar com isso.
Você pode sofrer por perder alguém.
Você pode até lembrar com carinho ou orgulho de algum momentos importante na sua vida:
formatura, casamento, aprovação no vestibular ou a festa mais linda que já tenha ido,
mas o que vai te fazer falta mesmo,
O que vai doer bem fundo, é a saudade dos momentos simples:
Da sua mãe te chamando pra acordar,
Do seu pai te levando pela mão,
Dos desenhos animados com seu irmão,
Do caminho pra casa com os amigos e a diversão natural,
Do cheiro que você sentia naquele abraço,
Da hora certinha em que ele sempre aparecia pra te ver,
E como ele te olhava com aquela cara de coitado pra te derreter.
De qualquer forma, não esqueça das seguintes verdades:
Não faça nada que não te deixe em paz consigo mesma;
Cuidado com o que anda desabafando;
Conte até três (tá certo, se precisar, conte mais);
Antes só do que muito acompanhado;
Esperar não significa inércia, muito menos desinteresse;
Renunciar não quer dizer que não ame;
Abrir mão não quer dizer que não queira;
O tempo ensina, mas não cura.”

(Martha Medeiros)

Dar é dar

“Fazer amor é lindo,
é sublime,
é encantador,
é esplêndido,
mas dar é bom pra cacete.

Dar é aquela coisa que alguém te puxa os cabelos da nuca,
te chama de nomes que eu não escreveria,
não te vira com delicadeza,não sente vergonha de ritmos animais.

Dar é bom.
Melhor do que dar, só dar por dar.
Dar sem querer casar,
sem querer apresentar pra mãe,
sem querer dar o primeiro abraço no Ano Novo.

Dar porque o cara te esquenta a coluna vertebral,
te amolece o gingado, te molha o instinto.

Dar porque a vida de uma publicitária em começo de carreira é estressante, e dar relaxa.
Dar porque se você não der para ele hoje, vai dar amanhã, ou depois de amanhã.
Dar sem esperar ouvir promessas, sem esperar ouvir carinhos, sem esperar ouvir futuro.

Dar é bom, na hora.
Durante um mês.
Para as mais desavisadas, talvez anos.
Mas dar é dar demais e ficar vazia.
Dar é não ganhar.
É não ganhar um eu te amo baixinho perdido no meio do escuro.
É não ganhar uma mão no ombro quando o caos da cidade parece querer te abduzir.
É não ter alguém pra querer casar,
para apresentar pra mãe,
pra dar o primeiro abraço de Ano Novo e pra falar: “Que cê acha amor?”.
Dar é inevitável, dê mesmo, dê sempre, dê muito.
Mas dê mais ainda,
muito mais do que
qualquer coisa,
uma chance ao amor,
esse sim é o maior tesão.
Esse sim relaxa,
cura o mau humor,
ameniza todas as crises e faz você flutuar
o suficiente pra nem perceber as catarradas na rua.

Se você for chata, suas amigas perdoam.
Se você for brava, suas amigas perdoam.
Até se você for magra, as suas amigas perdoam.
Mas… experimente ser amada.”

Luís Fernando Veríssimo

Meus Oito Anos

Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!

Como são belos os dias
Do despontar da existência!
— Respira a alma inocência
Como perfumes a flor;
O mar é — lago sereno,
O céu — um manto azulado,
O mundo — um sonho dourado,
A vida — um hino d’amor

Que aurora, que sol, que vida,
Que noites de melodia
Naquela doce alegria,
Naquele ingênuo folgar!
O céu bordado d’estrelas,
A terra de aromas cheia
As ondas beijando a areia
E a lua beijando o mar!

Oh! dias da minha infância!
Oh! meu céu de primavera!
Que doce a vida não era
Nessa risonha manhã!
Em vez das mágoas de agora,
Eu tinha nessas delícias
De minha mãe as carícias
E beijos de minhã irmã!

Livre filho das montanhas,
Eu ia bem satisfeito,
Da camisa aberta o peito,
— Pés descalços, braços nus
—Correndo pelas campinas
A roda das cachoeiras,
Atrás das asas ligeiras
Das borboletas azuis!

Naqueles tempos ditosos
Ia colher as pitangas,
Trepava a tirar as mangas,
Brincava à beira do mar;
Rezava às Ave-Marias,
Achava o céu sempre lindo.
Adormecia sorrindo
E despertava a cantar!

Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
— Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
A sombra das bananeiras
Debaixo dos laranjais!

Cassimiro de Abreu